Prof. Wagner na Mídia

Prof. Wagner Silva Dantas comenta para o TERRA TV caso da atleta chilena Elizabeth Poblete

O professor de educação física Wagner Dantas disse ao Terra Esportes TV que acredita que a atleta Elizabeth Poblete “negou psicologicamente a gravidez”. A recordista chilena em levantamento de peso surpreendeu ao dar à luz durante um treinamento no clube Pinheiros.

Em alguns casos a atleta sabe que está grávida, mas nega por uma questão social visando rendimento. Ela pode estar buscando uma vaga no time ou uma medalha”, comentou o especialista, que atua na área de reabilitação cardiovascular e de grupos especiais no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Dantas disse que em alguns casos a mulher realmente não percebe as modificações no corpo provocadas pela gravidez. “Estão especulando que o fato de o trabalho do músculo abdominal era tão forte que o útero não tem para onde crescer e cresce para cima. Assim, a gravidez não ficou tão aparente”, explicou.

O professor de educação física, porém, não crê que este seja o caso da chilena. “Acredito que ela conhecia pelo menos a possibilidade (de estar grávida). Mas era uma oportunidade de treinar no Brasil, em um clube da estrutura do Pinheiros, o que não deve ter no Chile”, disse.

Além da questão da oportunidade, o lado financeiro também pode levar as esportistas a negarem psicologicamente a gravidez, segundo Dantas. “Imagine que um clube pague 10 mil reais à atleta. Se fica grávida, ela é afastada e fica sem este salário. Este dinheiro faz falta”, afirmou.

Para o especialista, as atletas grávidas precisam de atenção especial. “O esporte de alto nível trabalha itens como volume, uma carga muito grande, o que potencializa o risco de aborto espontâneo, principalmente na primeira gravidez. O ideal é que sejam afastadas. Os ginecologistas dizem com razão que o primeiro trimestre de gravidez é o de maior risco”, explicou.

Dantas disse que a atleta chilena não correu risco de morte, diferentemente do feto, e adiantou que ela poderá voltar normalmente à atividade esportiva. “Em uma semana, ela poderá começar a recuperar pelo menos os pontos mais básicos”, concluiu.

Veja aqui a Entrevista na Terra TV

Matéria feita com o prof. Wagner Silva Dantas publicada na revista Sabor e Vida Diabéticos

Elimine os quilos extras

Descubra o treino ideal para perder peso e garanta uma melhor qualidade de vida

Por Flávia Benvenga

O verão se aproxima e não à toa começa a corrida contra o tempo para eliminar as gordurinhas indesejadas. E nesse caso, não há segredo: se você pretende emagrecer é preciso ingerir uma quantidade menor de calorias em relação ao que se gasta. Mas, para acertar essa equação, nada melhor do que acrescentar exercícios físicos a rotina. Além de eles contribuírem na queima de calorias, ajudam a modelar o corpo. Isso quer dizer que seguindo um programa de atividade física aliado a uma dieta balanceada, o emagrecimento fatalmente acontecerá. A explicação é simples: durante o exercício, o corpo elimina gordura em vez de músculo - o que costuma acontecer quando o indivíduo faz somente um regime alimentar.

Portanto, não há como abrir mão da malhação quando o objetivo é emagrecer, principalmente no caso do portador de diabetes. Além de auxiliar na perda ou controle do peso, ao exercitar-se o organismo queima a glicose e a utiliza como fonte energética, o que propicia um melhor controle glicêmico. E mais: a atividade física aumenta a força e a flexibilidade, reduz o risco de doença cardíaca, auxilia no controle da pressão sanguínea, diminui o estresse e, ainda, dá a sensação de bem-estar. “O exercício é a pedra fundamental do tratamento do diabetes”, garante o endocrinologista José Antonio Miguel Marcondes, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

O primeiro passo é consultar um médico e se certificar que a saúde está nota 10. “É necessário realizar uma avaliação clínica e cardiovascular para evitar complicações e ter segurança de que pode se mexer”, orienta Marcondes. Com o resultado dos exames e o programa de exercícios, o médico pode ajustar a medicação assim como o cardápio alimentar. “O diabético nunca deve fazer exercícios em jejum para evitar episódios de hipoglicemia. É fundamental tomar um lanche leve, como um iogurte light, antes de iniciar o treino”, lembra o endocrinologista.

Qual o melhor exercício?

Um bom programa de atividade física inclui exercícios de fortalecimento muscular - como levantamento de peso - e exercícios aeróbios que elevam os batimentos cardíacos - como natação, ciclismo e corrida. “Entretanto, para eliminar os quilos extras, o treino ideal deve constar, invariavelmente, de musculação e caminhada ou corrida - se a condição física do indivíduo permitir - e alongamento” ensina o educador físico Wagner Silva Dantas, professor do Centro de Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. “Indicamos esses exercícios para indivíduos com diabetes porque, por meio de um treinamento bem orientado, é possível evitar lesões e problemas nos pés e nas articulações. Para que haja aderência e prazer na atividade, costumamos montar treinamentos criativos e variados. Por exemplo: 10 minutos de caminhada na esteira, uma série de musculação em forma de circuito, com exercícios para membros superiores, inferiores e abdômen, mais 10 minutos de esteira e, por fim exercícios de alongamentos. O efeito é cumulativo e a pessoa fica estimulada”, explica o educador físico.

Outra dica importante é alternar, ou seja, fazer diversos tipos de exercícios em dias diferentes. Assim, movimentam-se vários músculos que, consequentemente, ajudarão a dar mobilidade às articulações, sem lesioná-las. Outra boa notícia é que o treinamento de força também emagrece. “A musculação queima gordura porque os músculos precisam de energia para sobreviver: 0,5 quilo de músculo consome entre 75 e 150 calorias por dia, enquanto 0,5 quilo de gordura consome apenas três calorias por dia”, observam os médicos americanos Michael Roizen e Mehmet Oz, no guia Você - Manual do Proprietário (Editora Campus). “Se a pessoa não fizer esse tipo de exercício, perderá 5% de massa muscular a cada 10 anos.”

A regularidade

A chave do sucesso para a perda e controle do peso está na incorporação da atividade física como parte da rotina. O professor Dantas afirma que, para atingir a meta, a prática do exercício aeróbio deve ser de três a cinco vezes por semana, de 30 a 60 minutos por dia - conforme preconiza o Colégio Americano de Medicina Esportiva. Com relação à intensidade da caminhada ou da corrida, esse valor deve ser fixado a partir do teste ergométrico, que dá o parâmetro da frequência cardíaca, ou do teste ergoespirométrico, que aponta o consumo máximo de oxigênio. “Por isso, é essencial que a pessoa seja acompanhada por um profissional qualificado, que prescreva o treinamento individualizado, de acordo com a capacidade física de cada indivíduo, e mantém-se atento a eventuais problemas ortopédicos e cardiovasculares - comuns nos indivíduos com diabetes”, recomenda Dantas.

O treinamento para emagrecer ainda inclui uma série de exercícios de alongamento, importantíssimo ao portador de diabetes que pode ter sua flexibilidade comprometida devido à doença. O especialista Dantas não indica a série de alongamento antes do treinamento, mas ao final do exercício. “Se começar pela esteira, basta aquecer-se por cerca de cinco minutos, com uma leve caminhada”, aconselha. “Antes da musculação, a orientação é fazer algumas repetições do exercício sem colocar carga. Porém, ao final do treino, é preciso reservar cerca de 20 minutos para executar os exercícios de alongamento.” Por isso, o tempo ideal para a atividade física completa vai de 1h10 a 1h20.

“Eliminei 12 kg em oito meses”

Após passar por um problema nas coronárias e submeter-se a uma cirurgia de ponte de safena, em março de 2008, o empresário Ibrahim Khatib, 65 anos, voltou a fazer atividade física regular. “Desde criança fui ativo e até os 55 anos fazia exercícios”, conta. “Depois disso, porém, as exigências profissionais me fizeram deixar de lado a atividade física. O resultado foi ganho de peso - cheguei a 86 kg, hoje estou com 74 kg, diabetes tipo 2 e problemas cardiovasculares.”

Com o “susto”, veio a mudança de estilo de vida que, como não poderia deixar de ser, inclui a ida à academia de ginástica no mínimo três vezes por semana. “Logo depois da cirurgia, frequentei por oito meses o centro de reabilitação do Hospital Sírio-Libanês, onde aprendi a treinar e eliminei os quilos extras, graças a milagrosa combinação de caminhada e musculação”, lembra Khatib. “Atualmente, faço pelo menos uma hora e meia de exercícios, mas sempre seguindo as orientações de profissionais de Educação Física. Executo um treinamento intervalado de caminhada e corrida na esteira por cerca de uma hora e cuido da minha alimentação. Sinto-me muito bem!”

Matéria feita com o prof. Wagner Silva Dantas publicada na revista Sabor e Vida Diabéticos

Não dê férias aos exercícios 

Mantenha o pique e a boa forma praticando atividades físicas lúdicas e prazerosas durante o verão

Por Flávia Benvenga

Sol, calor, praia, campo, piscina… Será que nessa “bagagem” de férias cabe também uma caminhada, um jogo de futebol ou um passeio de bicicleta? Para quem encara a atividade física como uma obrigação, os três itens citados estão riscados da lista. Afinal, a desculpa quase sempre é que “férias são férias”. Mas mesmo na época de descanso, o diabético não deve deixar o exercício físico de lado, pois eles estimulam a insulina a trabalhar melhor e exigem mais combustível do organismo - ou seja, glicose - o que, de quebra, derruba ainda mais as taxas de açúcar no sangue. E não apenas isso: mexer o corpo pode realmente garantir momentos de muita diversão.

O médico Arnaldo, 51 anos, portador de diabetes tipo 2 há 10 anos, não dispensa a caminhada de 8 km quando está de férias na casa da praia. “É muito gostoso andar, sobretudo de manhã!”, diz ele que durante o ano treina cinco vezes por semana na academia com auxílio de um professor de educação física. Mas, seja nas férias ou nos finais de semana, Arnaldo e a esposa mantêm a mesma rotina: passam protetor solar na pele, calçam o tênis e vão suar a camisa no calçadão à beira-mar. “Ficamos quase uma hora e meia andando a uma velocidade de 6 km/h. Não dá para ficar parado”, garante.   

O segredo de encontrar prazer nos exercícios é procurar encará-los como algo lúdico e divertido. Para isso, o melhor é se mexer sem exagero, num ritmo moderado. “Nas férias precisamos estar mais tranquilos e relaxados. Não acho necessário ser tão rígido e exigente”, comenta o educador físico Wagner Silva Dantas ( professor do Centro de Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.). De acordo com ele, a caminhada é, sem dúvida, o exercício mais comum e fácil de ser praticado nesta época. O especialista explica que uma boa forma de monitorar a atividade é lançar mão da chamada Escala de Borg, que analisa a percepção subjetiva do esforço, e assim, consegue-se ter um controle da intensidade. “Com essa referência, a pessoa mantém-se ativa, diverte-se e não exagera, pois o esforço deve estar entre 10 e 11 da escala”, explica.

Além da caminhada, é possível apostar em outros exercícios aeróbios, como nadar ou andar de bicicleta, que têm tudo a ver com o verão e também auxiliam na diminuição à resistência à insulina. Mas se o diabético é ou está sedentário precisa ir com calma e, antes de fazer as malas, passar por uma avaliação médica. Nas férias, a prática de todos os exercícios, inclusive a caminhada, exige bom senso. “O diabético não tem restrição à atividade física, mas deve tomar cuidado com relação à hidratação por via oral com líquidos não calóricos, e estar atento ao controle da glicemia, para evitar hipoglicemias ou hiperglicemias”, alerta o endocrinologista Ricardo Botticini Peres, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. “O ideal é mexer-se de 45 minutos a uma hora por dia, com roupas adequadas e filtro solar na pele”, orienta o médico.

Confira a seguir, as 10 principais dúvidas sobre exercícios, férias e diabetes:

. Pode-se andar na areia fofa?

Sim, desde que seja uma caminhada com tênis nos pés. Por outro lado, correr na areia fofa não é recomendado porque, nesse tipo de terreno, existe maior probabilidade de ocorrer algum tipo de lesão óssea ou cartilaginosa.

. Quais os cuidados que o diabético deve ter com os pés durante a caminhada?

Não se pode caminhar descalço no asfalto e tampouco na areia, pois o portador de diabetes que apresenta neuropatia e menor sensibilidade térmica, demora para sentir a elevação de temperatura nos pés, podendo causar queimaduras ou machucados, com consequências graves.

. Qual é o melhor horário para a prática do exercício no verão?

Quando o sol está mais fraco, ou seja, antes das 10h e após 17h.

. A alimentação e a medicação precisam ser readequadas?

Nas férias, o importante é manter os horários da alimentação bem como da medicação. Ficar muitas horas na praia sem se alimentar e sem tomar líquidos pode causar hipoglicemia e desidratação. O ideal é respeitar os horários que já está acostumado e jamais exercitar-se em jejum.

. É preciso tomar água durante o exercício?

Sim, é necessário ingerir muita água, mas evitar líquidos calóricos ou soluções hidratantes que tenham glicose.

. Quais cuidados devem-se ter com relação à prática da natação?

Na piscina, é indicado fracionar o treino. Por exemplo: nadar 15 minutos de manhã e 15 minutos à tarde. E mais: é sempre bom ter alguém por perto, caso a pessoa sinta algum mal-estar, como hipoglicemia, e precise de ajuda.

. Andar de bicicleta exige algum preparo? 

Não há contra-indicação, mas sempre se deve levar em consideração a monitoração do esforço por meio da Escala de Borg. Outro cuidado é com relação ao posicionamento da altura do banco da bicicleta: os joelhos não podem ficar totalmente estendidos; ao movimentar-se precisam estar semi-flexionados. Além disso, não esqueça do tênis nos pés e do capacete.

. Quais são as orientações para quem gosta de jogar futebol, vôlei e frescobol?

Esses exercícios, por não serem contínuos como, por exemplo, a caminhada, não apresentam uma sistematização da intensidade do esforço. Por isso, homens e mulheres acima dos 40 anos precisam passar por uma avaliação cardiológica para poder jogar e se divertir sem medo.  

. Pode-se iniciar um treino de corrida nas férias?

Os especialistas são unânimes na resposta: não! A corrida precisa ser orientada por profissional qualificado e o treino é gradativo, de acordo com a evolução de cada um.


. É necessário fazer alongamento nas férias?

Esse tipo de exercício é fundamental para aumentar a flexibilidade do corpo e preparar os músculos para a atividade física. Depois da prática esportiva o alongamento também deve ser feito, mas levemente, para não causar microlesões.

Entrevista com o Professor Wagner Silva Dantas sobre exercícios para Infartados e Hipertensos para a Phorte TV 

Veja o link direto http://www.phortetv.com.br/principal.asp?id=27