Certificação em Prescrição de Exercícios Personalizados para Grupos Especiais

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Mais Vida Gestantes: prescrição de exercícios para Gestantes – curso p/ formação profissional

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Corpo Docente
Profa. Ms. Gizele de Assis Monteiro
Profa. Daniela Rico
Convidados: Dra. Ivani Manzzo Sagesser, Dr. Wagner Dantas, entre outros




Compulsão Alimentar

Por Prof. Wagner Silva Dantas

Texto escrito pela Dra. Denise Iezzi, Médica do Núcleo Avançado de Obesidade e Distúrbios Alimentares do HSL, esclarecendo aspectos referentes a compulsão alimentar.

Compulsão alimentar é o aumento ocasional da ingestão alimentar. Frequentemente é a tradução clínica de um distúrbio de ansiedade e/ou afetivo. O termo compulsão se refere ao ato de compelir que significa empurrar forçadamente, o que nos sugere que o paciente come sem fome como uma tradução de um distúrbio de apetite. A causa tem origem em múltiplos fatores incluindo genéticos, neuroquímicos, psíquicos e socioculturais. Costuma acometer mais as mulheres (60%), mas a incidência
em homens (40%) é maior do que dos outros distúrbios alimentares. É mais comum em brancos, ocidentais e em classe social média ou alta. É o distúrbio alimentar mais frequente que afeta 5% da população mundial com idade entre 30 e 50 anos.
O paciente não se utiliza de diuréticos ou laxantes para compensar o episódio de comer compulsivamente (quando ele
se utiliza, caracteriza-se bulimia nervosa) e, portanto não apresenta as complicações relacionadas a esses usos. Como consequência, a tradução clínica do distúrbio não existe em 75% dos casos. Os outros 25% têm obesidade como tradução morfológica. Faz-se então fundamental a história clínica, principalmente na caracterização do hábito alimentar (inventário alimentar completo). Nos Estados Unidos pelo menos 50% desses distúrbios não são diagnosticados.
O comer compulsivo pode ter vários tipos de manifestações clínicas. Pode se caracterizar por ingestão voraz e abusiva seguida de sentimento de culpa (aquilo que os americanos chamam de “binge-eating”), por ingestão voraz apenas de doce sem sentimento de culpa (chamado de “sugar-crave”) e por ingestão
voraz de salgado e ou doce sem culpa. Os episódios são recorrentes e apresentam as seguintes características:
•• Comer grande quantidade e em curto período de tempo.
•• Perda de controle durante o episódio.
•• Intensa decepção e tristeza com a compulsão.
•• Pelo menos três dos seguintes comportamentos associados: comer rapidamente, comer até ficar desconfortavelmente cheio, não estar com fome e comer sozinho para evitar constrangimento.
•• Ocorrência da compulsão em pelo menos duas vezes
por semana durante seis meses consecutivos
•• Sem mecanismos para tentar compensar (laxantes, diuréticos, exercícios etc.)
•• Sem anorexia nervosa
A depressão, sensação de fracasso e ansiedade afetam até 70% dos pacientes. Também pode ocorrer abuso de álcool e
drogas. Os exames laboratoriais não têm nenhum valor para rastreamento
da compulsão, dando frequentemente normais e criando a falsa ilusão ao paciente de que ele não tem nada e
está ótimo.
A compulsão alimentar pode ocorrer em certas doenças como as genéticas (Prader-Willi), convulsões de lobo temporal
do cérebro, doenças degenerativas do sistema nervoso como Alzheimer e lesões da glândula chamada hipotálamo. Quando
existem “pistas”, elas devem ser investigadas e devidamente afastadas.
O tratamento da compulsão deve ser multidisciplinar com endocrinologista, psiquiatra, psicólogo e nutricionista.
Assim, o endocrinologista deve fazer o diagnóstico por meio da anmnese, inventário alimentar completo e pesquisa de doenças
associadas. O psiquiatra deverá avaliar a necessidade de tratamento com antidepressivos; o psicólogo poderá propor
psicoterapia ou terapia comportamental e apoio familiar e o nutricionista, propor estratégias de cardápio para evitar
a compulsão como comer com frequência, sugerir alimentos agradáveis no cardápio e incentivar o paciente a fazer inventário
alimentar completo para que não perca o controle sobre o que come.
A importância do tratamento está na abordagem multidisciplinar com boa interação entre os profissionais para a cura do
paciente.





Anorexia Nervosa

Por Prof. Wagner Silva Dantas

Texto escrito pelo Prof. Dr. José Antônio Miguel Marcondes (professor livre-docente pelo departamento de Endocrinologia da FMUSP e 

Médico do Núcleo Avançado de Obesidade e Transtornos Alimentares do HSL) esclarecendo aos leitores os conecitos básicos sobre anorexia nervosa.

A anorexia nervosa é um transtorno alimentar caracterizado por baixo peso corporal (15% abaixo do ideal) e um medo intenso de engordar, associado a uma distorção da imagem corporal, que leva o paciente a se enxergar obeso, apesar de seu baixo peso. Acomete aproximadamente 0,6% dos adultos, principalmente mulheres (90% dos casos) jovens de situação socioeconômica elevada. Entretanto, pode também ocorrer em homens, na razão de um para cada três mulheres, e pessoas de menor poder aquisitivo. Tem sido diagnosticada cada vez com mais frequência em adolescentes, o que levou a Organização Mundial de Saúde a incluir a anorexia nervosa e os transtornos alimentares como prioridade dentre os distúrbios mentais em crianças e adolescentes. O emagrecimento, em geral, ocorre em um curto espaço de tempo. Com o objetivo de perder e manter o peso, os pacientes desenvolvem uma obsessão com a alimentação, reduzindo a ingestão principalmente daquela com valor calórico mais elevado. Frequentemente realizam períodos prolongados de jejum e associam à dieta uma prática de atividade física intensa e diária. Tornam-se irritados, com tendência ao isolamento e refratários a qualquer tipo de ajuda.
Os pacientes do sexo feminino param de menstruar, enquanto que os do sexo masculino apresentam uma diminuição dos pelos corporais e impotência. Quando ocorre na adolescência ou antes, pode comprometer o desenvolvimento da puberdade e o crescimento. Em ambos os sexos, desenvolve- se anemia e diminuição da pressão arterial, o que pode levar à fraqueza, tontura e quedas. A prisão de ventre pode estar presente, assim como a redução de massa muscular.
Nos casos mais avançados, pode-se desenvolver desnutrição, desidratação e osteoporose. A causa da anorexia nervosa é desconhecida, sendo uma doença complexa que envolve fatores genéticos, biológicos, ambientais e culturais. Um dos fatores de risco mais importantes é o paciente ser do sexo feminino, embora não se possa determinar com certeza se esse risco esteja ligado ao sexo em si ou decorrente de fatores culturais, que impõem à mulher um padrão de beleza caracterizado pela magreza.
Ao mesmo tempo, estudos de pacientes gêmeos com anorexia nervosa e familiares de pacientes indicam um importante
componente genético. De fato, pais e mães de pacientes apresentam com frequência um nivel mais elevado de perfeccionismo e preocupação com o peso corporal e com a forma física. É comum que pacientes com anorexia nervosa apresentem outros distúrbios de comportamento, como déficit de atenção, hiperatividade, transtorno obsesivo-compulsivo e ansiedade, bem como dependência de álcool e tabaco.
Essas alterações em geral antecedem o aparecimento da anorexia e muitas vezes persistem após o tratamento, o que implica um acompanhamento dos pacientes a longo
prazo. A maior parte das manifestações da doença é reversível com o tratamento, que deve ser iniciado o mais precocemente possível, pois há risco de morte decorrente de arritmia cardíaca, infecções e suicídio. Em geral, quanto menor a idade e duração da anorexia, maior a chance de cura, o que ocorre, parcial ou totalmente, em 75% das vezes.
Seu tratamento é multidisciplinar, envolve médicos, psicólogos, educadores físicos e nutricionistas, com o objetivo de ganho de peso para o paciente. O retorno da menstruação nas mulheres é um indício de sucesso do tratamento. A realimentação deve ser feita de maneira gradual e a reposição vitamínica está indicada. Associado ao programa nutricional deve ser oferecido ao paciente psicoterapia, principalmente a terapia cognitivo- comportamental, que enfatiza a relação de pensamentos e sentimentos ao comportamento e ajuda os pacientes a aprender a reconhecer o que os levou ao distúrbio alimentar. Em adolescentes, a terapia familiar costuma ser associada a uma maior chance de cura. O uso de medicamentos deve ser individualizado, levando em consideração a presença de outros distúrbios psiquiátricos.





Curso de extensão UGF - 2º semestre - CONFIRA!

 O IMPACTO DO EXERCÍCIO FÍSICO NO METABOLISMO DE LÍPIDES E NAS PATOLOGIAS ASSOCIADAS

 

Carga Horária: 20h

 

Data e Horário

21e 22/08/2010 (Sábado e Domingo, das 8h às 18h)

 

Conteúdo Programático

Metabolismo de Lípides: Absorção de LÍpides, Formação e Caracterização das Lipoproteínas

Função das Lipoproteínas

Efeitos Agudos e Crônicos do Exercício Físico Sobre o Metabolismo de LÍpides

Dislipidemia e Patologias associadas a Danos no Metabolismo de Lípides: Síndrome Metabólica e ateros

Exercício Físico na Prevenção e Tratamento da Aterosclerose e Síndrome Metabólica

 

Corpo Docente

Prof.° Esp. Raphael de Souza Pinto

Prof.ª Dra. Débora D. F. M. Rocco

Prof.° Drdo. Wagner Silva Dantas

 

Investimento

Até 20 dias antes do início do curso: R$ 90,00 + 1x R$ 150,00

Após 20 dias antes do início do curso: R$ 105,00 + 1x R$ 150,00

Inscrições no site www.posugf.com.br (link lateral Extensão Universitária)

 





Dia da Gestante

 Dia da Gestante

Para participar entre no site: http://metodomaisvida.com.br/gestantes/2010/07/16/dia-da-gestante-participe/





Certificação Mais Vida - Turmas para o 2º Semestre - CONFIRA!

Estão abertas as inscrições para as turmas para a Certificação Mais Vida para o 2º semestre.

Para maiores informações acesse o site: http://metodomaisvida.com.br/curso-para-certificacao/.





Obesos e viciados em drogas têm as mesmas alterações cerebrais

Uma diminuição na capacidade de sentir prazer é encontrada tanto em quem come compulsivamente quanto nos dependentes químicos. Esse entrave ao prazer pode ser criado pelo ambiente em que a pessoa vive, segundo o médico Paulo Cunha, especialista em neuropsicologia do Instituto de Psiquiatria do HC de São Paulo.”O álcool, o tabaco e a comida calórica alteram a química cerebral”, diz o especialista. Cunha afirma que só 15% dos obesos conseguem aderir com sucesso a dietas, um número ainda menor do que o de dependentes que seguem tratamentos contra as drogas. O menor número de receptores de dopamina (neurotransmissor que causa a sensação de prazer) encontrado nos dependentes químicos também é observado nos cérebros dos obesos. A atividade do córtex pré-frontal também fica reduzida em quem não controla o que come. Isso leva a uma dificuldade de pensar a longo prazo.

O acesso livre à comida é uma das causas das alterações cerebrais. Uma pesquisa publicada na “Nature” e citada por Cunha mostra que em ratos com livre acesso a alimentos apetitosos há não só um maior ganho de peso, mas a diminuição dos receptores de dopamina. O problema maior é que esses condicionamentos são formados por hábitos da vida inteira, e não podem ser mudados de uma hora para outra. “Se você cresce em uma família em que se come muito, isso cria uma memória implícita, que independe da nossa consciência. Não dá para mudar esse hábito só por querer. É preciso aprender rotinas novas por meio da repetição”, afirmou o médico.

Estudo publicado no “American Journal of Psychiatry” mostra que os comportamentos dos obesos de dos dependentes químicos em relação aos seus vícios é análogo. A irritabilidade do obeso durante uma dieta é equivalente à síndrome de abstinência nos viciados em drogas. Costuma haver também um aumento progressivo das porções de comida que saciam o obeso, assim como o viciado aumenta a dose da droga. Ambos começam a limitar sua vida social por causa do vício e cometem os mesmos erros, ainda que saibam as consequências de seus atos.

O que não dá para ser igual é o tratamento, comparou o médico. O dependente químico pode ser orientado a evitar os amigos com quem ele usa drogas e a não tomar um só gole de álcool, nem usar nenhuma substância. “Como o gordinho vai evitar a própria casa, a própria família, as pessoas associadas ao ato de comer? Como vai fazer abstinência de comida?”, perguntou Cunha.

Fonte: Folha.com Equilibrio





Maioria dos adolescentes é sedentária; um terço está acima do peso

Por Prof. Wagner Silva Dantas

Pelos critérios da Organização Mundial de Saúde, menos da metade dos adolescentes brasileiros podem ser considerados ativos do ponto de vista físico. Quase um terço deles está acima do peso. As causas apontadas para a inatividade vão do hábito de ficar em frente à TV ou ao computador até a falta de segurança para brincar na rua.O dado é de um estudo da Universidade Federal de Pelotas (RS) que avaliou 4.325 jovens entre 14 e 15 anos. Só 48% praticam os 300 minutos de atividade física semanal recomendados pela OMS -cerca de uma hora por dia. E os meninos são duas vezes mais ativos do que as meninas. Os resultados podem ser extrapolados para o país, e equivalem ao cenário mundial: pesquisa da OMS feita em 34 países mostra que só 24% dos meninos e 15% delas preenchem os critérios mínimos recomendados.

EDUCAÇÃO FÍSICA

Para chegar à conclusão, os pesquisadores brasileiros avaliaram a prática de atividade física de lazer (como futebol, natação, skate etc.); a atividade física de deslocamento, que considera se o jovem costuma ir à escola a pé ou de bicicleta; e a soma desses dois hábitos. Segundo o educador físico Samuel Dumith, autor do estudo, as aulas de educação física não foram consideradas porque elas não são feitas nem em quantidade nem em qualidade necessárias para promover benefícios à saúde.

“Os adolescentes não levam a educação física a sério e fazem os exercícios sem intensidade e regularidade.”

Apesar de a pesquisa mostrar que 75% dos adolescentes fazem alguma atividade de lazer e que 73% deles caminham ou vão de bicicleta até a escola, o estudo provou que as duas ações juntas não alcançam o mínimo recomendado de exercício. “Os jovens priorizam as atividades sedentárias, e isso é muito preocupante. Eles estão acima do peso e ficam, em média, quatro horas por dia em frente à TV, ao videogame ou ao computador, enquanto se dedicam menos de uma hora por dia para os exercícios”, afirma Dumith.

Para Marlos Domingues, outro autor do trabalho, a falta de segurança explica parte dessa situação. Além disso, o nível de sedentarismo entre os pais também é alto, o que pode acabar influenciando os hábitos dos “teens”.

“Já não se brinca na rua. A pessoa depende de alguém para levá-la às escolinhas de esportes”, diz Domingues, que é educador físico. Para ele, os resultados são “uma surpresa” porque, nessa faixa de idade, é difícil sofrer falta de tempo para justificar a pouca atividade. “A surpresa fica por conta da tragédia que esperamos daqui a alguns anos. Todos serão sedentários”, diz Timóteo Araújo, educador físico que dá assessoria ao programa Agita São Paulo. Domingues concorda. “Os prejuízos à saúde só serão vistos mais tarde. A chance de continuarem sedentários na idade adulta é altíssima.”

Fonte: Folha.com Equilibrio





Medidor digital de pressão é menos preciso

Por Prof. Wagner Silva Dantas

Um estudo de técnicas de medição da pressão arterial sugere que a digital mostra, em média, dois pontos a menos do que a tradicional. Entre pacientes idosos, a discrepância foi três vezes mais frequente do que entre os mais novos, segundo a pesquisa do Good Samaritan Hospital, em Los Angeles. “A artéria do idoso é mais rígida, o aparelho digital tem mais dificuldade para captar o pulso”, diz César Jardim, supervisor do pronto-socorro do Hospital do Coração.

No Brasil, a maioria dos médicos usa a técnica tradicional, mas muitos hipertensos têm medidor digital. “O aparelho fornece uma informação para o médico, mas orientamos o paciente a levá-lo na consulta, para comparar as duas medidas e ver se tem diferença entre um e outro”, diz Jardim.

O modelo antigo, auscultatório (de escutar, em latim), usa um estetoscópio -posicionado no braço do paciente, acima da artéria- e um manômetro de mercúrio. Com ele, o médico ouve quando o som do pulso é mais alto (correspondente à pressão sistólica, máxima) ou abafado (pressão diastólica, mínima) e confere a pressão, em milímetros de mercúrio, em cada ponto.

O aparelho mais novo, chamado oscilométrico, calcula as pressões sistólicas e diastólicas com base na média e requer menos prática do usuário. A pesquisa comparou as medidas de 337 pacientes. O número mais alto foi 13,1 no aparelho digital, para 13,3 no manômetro. A pressão diastólica deu 7,0, contra 7,2. Para 7% das pessoas, a diferença ficou entre 1 e 1,5 ponto; 4% tiveram uma diferença de 1,5 a 2 pontos. “Essa diferença pode representar uma mudança de conduta médica”, diz Jardim.

Fonte: Folha.com Equilibrio