Já se sabe que a há um aumento de obesidade na população adulta no mundo, trazendo inúmeros problemas clínicos relacionado ao coração, rins, articulações, pulmões e com uma mortalidade precoce maior. Agora está se observando que as crianças também estão ficando mais obesas, e que parece que também trazem problemas nas mesmas áreas que os adultos.
Foi observado que crianças de 14 anos de idade com obesidade, já apresentam algum grau de endurecimento das artérias. Esse fator pode ser verificado num novo exame radiológico e se observou que é um indicador precoce para o risco de doença cardíaca, quando essa criança crescer. A.A. Meyer e cardiologistas, pediátricos da Universidade de Rostock, Alemanha fizeram um estudo com 96 meninos e meninas com obesidade. As crianças tinham idades entre 11 e 16 anos (média de 14 anos), e não chegavam a ter 30 minutos de atividade física por semana. Essas crianças foram submetidas a um exame de medida pelo ultrassom da espessura da parte interna da carótida e verificação da calcificação presente. Esse exame já existe na prática médica do Brasil. Esse grupo A, foi comparado por esse exame a um grupo B com 35 crianças de peso normal.
As crianças obesas mostraram sinais muito aumentados nas suas artérias já algum grau de rigidez, e diminuição de seu calibre. Os autores escolheram do grupo A, das obesas 50 das crianças para um programa de exercícios, com 6 meses de duração. Os exercícios incluíram caminhadas, natação, aeróbica e hidroginástica. Somente dois terços destas crianças conseguiram permanecer no programa de exercícios. O resultado positivo foi visto pelo ultrassom, mostrando uma melhora da flexibilidade das artérias e uma diminuição da espessura de sua camada interna, indicando uma reversão do quadro.
Fonte :: J Am Coll Cardiol. 2006 Nov 7;48(9):1865-70


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