Dra. Maria Cristina de Oliveira Izar, da disciplina de Cardiologia da Universidade Federal de São Paulo, na Revista da Socesp.
Todos sabem que existem dois tipos de colesterol, o chamado colesterol mau que é uma lipoproteína de baixa densidade - abreviada da denominação em inglês LDL e o colesterol bom chamado lipoproteína de alta densidade - abreviada da denominação em inglês HDL. Todas as recomendações dos cardiologistas é que a redução desse colesterol mau é o alvo principal do tratamento preventivo. Essa é uma concordância em todos o consensos médicos que as estatinas são medicamentos efetivos e devem ser tomadas durante longos períodos sendo a anormalidade lipídica mais freqüente em pacientes com doença da artéria coronária estabelecida. O que fazer para elevar o colesterol bom? Terapias para elevação do HDL-C englobam modificações do estilo de vida, embora as respostas individuais a estas intervenções sejam bastante variáveis.
A redução do peso corporal pode aumentar o HDL de 5-20%, a cessação do fumo em 5% e a prática regular de exercícios em até 30%, já o consumo moderado de álcool (30-60 g/dia) pode elevar de 5-10% os níveis de HDL. Entre os tratamentos com medicamentos as estatinas elevam o HDL de 2-10%, os fibratos, agonistas dos peroxisome em 5-30%, e o ácido nicotínico é a medicação disponível mais efetiva no tratamento do HDL baixo, promovendo aumento de 15-35%. Em pacientes com HDL baixo isoladamente, o ácido nicotínico pode ser utilizado como aumentos graduais a cada quatro semanas, até doses de 1 a 2 g. O efeito máximo sobre os níveis de HDL será observado somente após alguns meses de tratamento. A mono terapia com ácido nicotínico, sem nenhum outro medicamento associado reduziu em 11% a mortalidade cardiovascular em 15 anos. A combinação de estatinas e ácido nicotínico demonstraram, num estudo, regressão do volume do ateroma (placa de gordura das artérias) além de redução de eventos clínicos. Novas estratégias para elevação do HDL estão em investigação. A inibição da proteína de transferência de ésteres de colesterol (CETP), com o uso do JTT-705 e do torcetrapid promoveu marcante elevação dos níveis de HDL (34% e 91- 106%, respectivamente), embora resultados de estudo clínico envolvendo grande número de pacientes tenha demonstrado, para este último, um excesso de mortalidade. As vacinas anti-CETP estão em desenvolvimento, e os peptídeos miméticos da Apo AI menores, mas com propriedades similares à própria Apo AI, constituem-se em novas perspectivas no manejo do HDL baixo.
(A infusão de uma Apo AI recombinante Apo AI-Milano), em portadores de síndrome coronária aguda reduziu o volume do ateroma após 5 infusões semanais. O conteúdo de colesterol da HDL nem sempre espelha um fenótipo protetor e aspectos relativos à sua funcionalidade devem ser bem explorados antes de transpor as terapêuticas baseadas na elevação de HDL para a prática clínica.
Fonte :: Revista da Socesp Maio 2008


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Vocé é “feinho’ mas o seu site é maravilhoso
Você é suspeito para comentar isso. Obrigado pela oportunidade de trabalhar contigo por esses 6 anos. É uma grande satisfação e aprendizado.
Forte abraço
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