Um dos medos mais freqüentes de quem teve um enfarte do miocárdio recente e iniciar uma atividade esportiva ou exercícios. Outro grande medo é ter relações sexuais. M. Vona e colaboradores, médicos cardiologistas de Glion-sur-Montreux na Suíça, avaliaram , prospectivamente, o efeito dos diferentes tipos de treinamento físico em 209 pacientes após um primeiro e recente enfarte miocárdio agudo. Constataram que todos os tipos de exercício (aeróbico, de resistência, ou suas combinações) são estratégias seguras e efetivas para a correção da disfunção endotelial em pacientes que sofreram um infarto miocárdio recente.
A dilatação mediada por fluxo arterial e os níveis do fator de von Willebrand no sangue( que pode indicar um fator de evolução da arterioesclerose) foram utilizados para avaliar a função circulatória antes e após 4 semanas de diferentes tipos de treinamento físico e após um mês de inatividade. Os pacientes foram divididos em grupo 1 (treinamento aeróbico; n = 52), grupo 2 (treinamento de resistência; n = 54), grupo 3 (treinamento de resistência mais aeróbico; n = 53), ou grupo 4 (nenhum treinamento; n = 50). Todos os exercícios foram realizados 4 vezes por semana durante 4 semanas. O treinamento aeróbico foi realizado por 40 minutos em uma bicicleta ergométrica. O treinamento de resistência consistiu em 4 séries de 10 exercícios de resistência.
Nos pacientes com infarto do miocárdio agudo recente, o treinamento físico foi associado à melhoria na função endotelial, independentemente, do tipo de exercício, mas este efeito desapareceu após um mês de inatividade. Estes dados implicam que é necessária uma boa aderência em longo prazo aos programas de treinamento, para manter os benefícios vasculares na disfunção endotelial. Provavelmente, este aspecto é importante particularmente nos pacientes com doença arterial coronariana, nos quais a correção das anormalidades endoteliais pode ajudar a desacelerar a progressão da aterosclerose. Nenhum dos pacientes apresentou complicações durante as sessões de exercícios ou na recuperação pós-treinamento, confirmando a segurança de exercícios de resistência em pacientes que sofreram um infarto miocárdio.
Fonte :: Circulation. 2009 Mar 31;119(12):1601-8.


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