Existem poucas informações em relação ao papel da função ventricular esquerda do coração na predição da capacidade de fazer exercício e as diferenças relacionadas à idade e ao sexo. Jasmine Grewal e pesquisadores americanos realizaram um estudo com o objetivo de determinar o impacto de medidas da função cardíaca avaliadas por ecocardiografia na capacidade de exercício e determinar se essas associações são modificadas pelo sexo ou idade avançada.
Esse estudo transversal foi realizado com pacientes submetidos a ecocardiografia de exercício com medidas rotineiras da função ventricular esquerda sistólica e diastólica por técnicas de Doppler e bidimensionais. As análises foram conduzidas para determinar a correlação mais forte da capacidade de exercício e as interações de idade e sexo dessas variáveis com a capacidade de exercício. Esse estudo foi conduzido em um grande centro terciário em Rochester, Minnesota, em 2006. Os 2867 pacientes foram submetidos à ecocardiografia de exercício utilizando o protocolo de Bruce .Os pacientes com evidência ecocardiográfica de isquemia induzida pelo exercício, com frações de ejeção menores que 50% ou com cardiopatia valvular significativa foram excluídos. Foi medida a capacidade de exercício em equivalentes metabólicos (METs).
A disfunção diastólica foi fortemente e inversamente associada com a capacidade de exercício.
Em comparação com a função normal, após ajuste multivariado, aqueles com disfunção diastólica moderada/grave em repouso e disfunção diastólica em repouso leve tiveram capacidade de exercício substancialmente menor. A variação da função sistólica ventricular esquerda dentro do intervalo normal não foi associada com a capacidade de exercício. As pressões de enchimento ventricular esquerdo medidas por eletrocardiograma em repouso de 15 ou mais ou eletrocardiograma pós-exercício de 15 ou mais foram semelhantemente associadas com uma redução na capacidade de exercício, cada uma em análises multivariadas separadas. Os indivíduos com eletrocardiograma em repouso ou relaxamento prejudicado (disfunção leve) de 15 ou mais tiveram um aumento progressivo na magnitude de redução na capacidade de exercício com a idade avançada (p = 0,001 e p = 0,02; respectivamente). Outras correlações independentes da capacidade de exercício, por incremento de dez anos; p < 0,001), o sexo feminino ( p < 0,001) e o índice de massa corporal maior que 30 (p < 0,001).
Os autores concluíram que neste grande estudo transversal daqueles encaminhados para ecocardiografia de exercício e não limitados pela isquemia, as anormalidades da função diastólica ventricular esquerda foram independentemente associadas com a capacidade de exercício.
Fonte :: JAMA; fev2009; 301(3): 286-294


2 Comentário(s)! Comente mais!
RzHtTJ blvnystlwnaz
fNkrfU , [url=http://otiaatteofoh.com/]otiaatteofoh[/url], [link=http://irjktgyygpun.com/]irjktgyygpun[/link], http://tchslyzqooho.com/
Deixe seu Comentário!